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Bud

De mais uma agência a um ecossistema de experiências para quem se recusa a viver no automático. O reposicionamento que deu à Bud um inimigo, um credo e uma tribo.

SegmentoEcossistema de experiências
CredoLiving is a Bold Choice.
Bandeiras Living is a Bold Choice e Bud entre as árvores

Desafio

Como não virar mais uma agência

A Bud nasceu de uma distância. Mateus era do Sul, Sandi era de Brasília, e para se encontrarem precisavam planejar: passagens, rotas, datas. Uma viagem por mês, todo mês. Não por obrigação. Por escolha.

Os amigos perceberam que eles não só achavam boas passagens, sabiam viver enquanto viajavam. A pergunta virou recorrente, “consegue me ajudar?”, e o jeito de ser virou reputação. Quando a Bud chegou até nós, a operação já rodava, e a nota de recomendação que mais se repetia na pesquisa era 11, numa escala até 10.

O problema estava fora. O mercado inteiro falava igual: “sua agência de viagem”, “seus parceiros de viagem”. Agências médias e pequenas imitando as gigantes, sem o orçamento das gigantes, brigando pelo mercado inteiro e sem ganhar fatia nenhuma. E o crescimento da Bud ainda dependia da rede de contatos dos fundadores.

Mapeamos os territórios já ocupados:

A maior genérica

CVC. Tempo de mercado e orçamento para sustentar o topo do genérico.

As OTAs

Decolar, Booking. Donas do digital e da resolução rápida.

Luxo e corporativo

Muitos tentando, poucos conseguindo, todos desgastando a mesma fatia.

Expedições

Nicho pequeno e já dominado.

Não havia espaço vazio no mapa. Era preciso jogar outro jogo.

Pesquisa

Gente que se recusa a viver no automático

Fomos a fundo no público. As pessoas já não viajam por necessidade, viajam pela experiência. E entre os perfis de viajante, um grupo crescia sem que nenhuma marca falasse com ele.

Jovens adultos de 25 a 35 anos, duas a três viagens por ano, que viram gente demais vivendo no automático, esperando o fim de semana e as férias. Para eles, “viver” virou uma forma de rebeldia contra o roteiro nascer, estudar, trabalhar e morrer. Nós os nomeamos: os Despertos.

58%

valorizam experiências acima de bens materiais

65%

buscam destinos menos turísticos

64%

querem ver o inusitado

Fonte: Pesquisa de Público Bud, 2026.

Câmera com o adesivo da Bud pendurada no ombro
Pessoa puxando o gorro com a etiqueta Bud sobre os olhos

Estratégia

Viajar virou o meio. Viver, o fim.

O mercado vende viagem, a entrega racional. A Bud passou a entregar o que os Despertos procuram de verdade: a sensação de estar vivendo, e não sobrevivendo. A viagem virou o gatilho. O estilo de vida, o ponto.

Isso tirou a Bud do jogo das agências e a colocou num território que ela ocupa sozinha, com o posicionamento inteiro construído em torno de uma palavra: Impacto. Colidir com o mundo e voltar diferente.

Na prática, a Bud parou de se apresentar como quem organiza viagens e passou a se apresentar como quem acorda nas pessoas a vontade de estar vivo. Deixou de disputar o mercado inteiro para falar com um público só, para quem a viagem é a desculpa e a vida é o assunto.

A personalidade acompanhou a virada. A Bud ganhou o jeito de quem escolhe bem para viver com intensidade: jovem, leve, pilhada, sem a formalidade que trava. E ganhou um inimigo claro, a vida no automático, aquela em que se sabe exatamente o que espera amanhã, na semana que vem e no ano seguinte. Toda decisão da marca passou a ser tomada contra ele.

Pôster Don't just go. Live louder. sobre pedras

Manifesto

Quando foi a última vez que você voltou de algum lugar diferente de como foi?

A vida moderna é muito boa em uma coisa: te ocupar tanto que você para de sentir.

Reunião. Almoço. Série. Dormir. Repetir.

Tem gente que chama isso de crescer. A gente chama de desperdício.

Você nasceu pra colidir com o mundo. Pra voltar diferente.

A pergunta é: quanto tempo ainda vai esperar?

Naming

O parceiro, não o fornecedor

Bud é inglês para parceiro, o “buddy” dito entre amigos. O nome traduz a relação que a marca constrói com cada explorador: aquela trip não é só dele, é nossa também.

É o parceiro que cuida para que tudo esteja em ordem, não porque quer aproveitar, mas porque o prazer está em ver o outro aproveitando. Curto, sonoro e próximo, o nome entrega a promessa antes da primeira conversa.

Logo Bud
Cabana vermelha com o letreiro Bud
Cartões de visita Bud sobre mesa de madeira

Identidade verbal

Fala como amigo. Convoca como quem já está na estrada.

A voz da Bud tem três tons: energético, informal e parceiro. Não opera em volume baixo, mas também não grita. A energia vem da cadência, não do excesso de exclamações. A linguagem é direta, sensorial e imperativa: a Bud não pede permissão, convoca.

Vai. Vive. Volta diferente.

Seu próximo destino já tá te esperando. Vai ficar aí?

Desliga o piloto automático.

O vocabulário também saiu do padrão do mercado. Viagem virou trip, cliente virou explorador, e quem cuida de cada trip deixou de ser gestor para virar guia. Pequenas trocas que, repetidas em todo contato, fazem a Bud soar como ninguém mais no setor.

Stories da Bud: O mundo não muda ninguém parado, Noronha, 37 km em 2 dias
Camiseta verde Don't sleep on life
Garrafas Bud Don't sleep on life

Identidade visual

Impacto como linguagem

A identidade parte da ideia de viver como uma colisão intencional com o mundo. O sistema bebe do universo outdoor e da cultura de deslocamento: placas de estrada, etiquetas de bagagem, selos, tickets e patches. Não como nostalgia, mas como códigos reinterpretados com olhar contemporâneo.

O logo se comporta como um selo, algo que autentica e marca passagem. Os verdes e terrosos trazem a marca para o real, e o laranja entra como ponto de impacto, a cor que quebra a inércia. A tipografia vem da sinalização: direta, legível, com peso e ritmo.

#E2582A
#1A5D56
#89ABAD
#DACDA3
#F9F7F6
#37241D
Chaveiro Bud pendurado no bolso da calça
Vela Bud sobre mesa de madeira
Sabonetes com tag circular da Bud
Carro antigo verde com a marca Bud na porta
Ecobag Bud pendurada no retrovisor de uma van
Porta-copos Living is a Bold Choice
Sacola de papel azul com o logo Bud
Mala de viagem com adesivos da Bud

Experiência

Do primeiro contato ao convite para a tribo

Redesenhamos a jornada inteira, do primeiro contato à fidelização. A Bud deixou de depender do boca a boca dos fundadores, passou a apresentar três cenários de orçamento logo no primeiro contato, como a própria pesquisa pedia, e trocou a gestão de passagens pela curadoria de vivências.

Sobre essa jornada, criamos momentos pensados para virar memória. Antes de embarcar, quem fechou uma trip conhece quem vai no mesmo período, num encontro com a cara da Bud, e já se sente parte antes de ir. No meio da viagem chega uma surpresa escolhida para aquele destino e aquela pessoa, como uma aula de surf ao pôr do sol ou um mirante que só quem é de lá conhece. E na volta, no lugar de um formulário de avaliação, vem o convite para a comunidade, com as memórias da jornada.

A trip deixou de terminar no desembarque.

Caixa de boas-vindas: Sua jornada começa aqui
Caixas do kit Primeiros Passos
Pasta laranja com o roteiro da trip

Comunidade

Uma tribo para quem escolheu viver

Comunidade é o que transforma consumidor em membro, e a Bud já tinha uma origem que valia ser contada: dois jovens que não aceitaram a distância, uma viagem por mês, um Tomorrowland organizado para um grupo inteiro de amigos. Essa história virou o ponto de partida da tribo.

A partir dela, a marca ganhou uma crença que qualquer explorador consegue repetir, Living is a Bold Choice, e um papel novo para os fundadores: Mateus e Sandi deixaram de ser a Bud para se tornarem os primeiros a segui-la. Os selos e adesivos viraram sinal de quem faz parte, os embaixadores passaram a carregar a cultura adiante, e ficou claro também quem está do outro lado: quem trocou o impacto pela segurança do previsível. A Bud não briga com essas pessoas. Só não fala com elas.

Pessoa de costas com a jaqueta verde Bud
Camisetas Bud penduradas em uma árvore na floresta
Boné Living is a Bold Choice
Etiqueta Bud na gola de uma jaqueta
Bolsa marrom Living is a Bold Choice
Garrafa Bud presa a uma mochila laranja

A transformação

Uma operação que dependia da reputação de dois fundadores virou uma filosofia que qualquer explorador pode carregar. A Bud deixou de disputar o mercado inteiro e passou a falar com um público só, do jeito que ninguém mais no setor fala.

Living is a Bold Choice.

Bud

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